17 de fevereiro de 2016

Projeto "VAI DIRETO!" (História)

Começando bem, ou não, vamos ao primeiro assunto a se discutir, que eu escolhi com a ajuda de uma amiga: Revolução Francesa. Vou deixar bem claro antes de você ler esse resumo nada profissonal: Eu não sei muito, apenas estou estudando baseada no meu livro didático, resumos do caderno, aulas com o professor Luís e videoaulas do Descomplica. 

16 de fevereiro de 2016

A Tempestade

foto aleatória que eu tirei
|| A tempestade ||
|| Schönberg, Alemanha ||

Era noite do dia 4 de dezembro de 1811. A tempestade não sossegava minuto algum, com os trovões reverberando nas janelas fechadas da simples cabana de madeira da família Harvey. O dia havia sido exaustivo, a colheita de morangos havia começado nas terras férteis e geladas do norte da Alemanha, e os sete integrantes da família trabalharam sobre nuvens carregadas, ameaçando a cada segundo estragar as frutinhas com uma geada. Ao final do dia, não veio a esperada geada, para o alívio dos camponeses, apenas uma chuva tão forte, que goteiras se espalharam pelos pequenos ambientes da cabana. Ninguém seria louco em sair a essa hora, se saísse pegaria alguma doença e não estaria disposto ao trabalho... Isso não se aplicava à emergências. Batidas desesperadas na porta acordaram o Sr. Harvey às 2:15 da manhã. Este se levantou apressado, calçando os sapatos e correndo ao armário pegar sua espingarda. A mulher e os filhos ficaram apreensivos, mas não ousaram se levantar sem alguma ordem do pai da casa. Ele desceu as escadas, parando em frente à porta principal, sem antes deixar de olhar através de uma janela as duas figuras bem vestidas paradas debaixo da chuva. Abriu a porta, apontando o cano para o indivíduo da frente.

— O que querem para a essa hora encher meu saco? — a voz cansada, mas firme, se dirigiu aos homens ali. A pouca iluminação vinha dos raios que ora caíam pelos arredores. Danny Harvey reconheceu os vizinhos. Allan Schmidt, com sua barba rala, roupas finas e olhos azuis, e seu mordomo, Johannes Pretz, um rapaz alto, olhar gentil e olhos escuros. O camponês abaixou a arma, ainda desconfiado, fazendo uma pequena mensura ao lorde. — Por favor, Lorde Schmidt, entre para não resfriar-se...

— Sr. Harvey, infelizmente não temos tempo para uma conversa calma e bem explicada, peço mil perdões. Agora a pouco meu filho sumiu, junto à sua ama de peito. Peço que chame os seus filhos, e se arme. Iremos em busca deles. É uma situação de extrema urgência e peço compreensão de sua esposa para esse empecilho nos vossos sonos. — o lorde interrompeu, com sua expressão rígida, não mais cheia de ternura como sempre teve. A preocupação era evidente, o tom urgente fez com que o camponês saísse para dentro da cada às pressas, batendo de porta em porta para chamar os quatro filhos homens.

— Vamos! Acordem seus vagabundos! Peguem suas armas e não sejam inúteis. O senhor Schmidt está esperando! — a voz rouca berrou pela casa, chamando Gabrell, Victor, Heinz e Arnold para a caçada. Era mais que uma obrigação deles acudir o chamado, ou corriam o risco de serem expulsos das terras do Lorde e facilmente substituídos por outros fazendeiros. Ninguém em sã consciência em pleno século XIX queria chegar a esse ponto. Logo os cinco se juntaram à dupla, caindo na chuva com as galochas e armas em punhos, seguindo pela noite sombria com os peitos apertados, armas e lampiões em punho, lembrando-se do pequeno garoto Schmidt. A floresta que margeava a plantação foi se aproximando de acordo eles caminhavam, a chuva castigava, não deixando os buscadores em paz. A cada minuto que se passava, a preocupação aumentava. Não haviam sinais do garoto. O grupo parou depois de meia hora, reunidos em uma clareira na floresta. Sr. Harvey tomou a palavra, era durão e não queria aparentar estar exausto e com frio.

— Vamos nos separa. Duplas, assim é mais fácil pra busca o garoto. Lorde Schmidt, vá com o Sr. Pretz. Arnold, você vem comigo e Gabrell, que é o menor. Victor vai com Heinz. Tomo mundo ainda tá com suas armas? — Ele ergueu o lampião, para ver a expressão de todos ali, recebendo em troca afirmações de concordância.

— Sim, Sr. Harvey. De acordo com seu plano. Agora de volta à busca, Henricco deve estar nessa floresta em meio a toda essa chuva... Não quero ouvir sermão da mãe dele quando retornarmos. — O lorde indicou com a cabeça para seu mordomo, e logo desapareceram com um lampião aceso e as armas em mãos por uma trilha dentre árvores. Os grupos não tardaram para se separar, seguindo na chuva de forma destemida e determinada.

[ Ponto de vista: Lorde Schmidt. ]

Seguimos por uma trilha, meus sapatos estão cheios de lama e fazem barulho a cada pisada. A floresta é escura, a única luz que eu vejo é do lampião que Johannes carrega consigo, e de vez em quando, um raio corta o céu iluminando com a luz pálida. Eu sinto o metal gelado em meus dedos, o revólver está carregado. Nunca usei ele, é guardado para caso haja uma invasão no meu território. Estou meio apreensivo com essa busca, temo que os boatos que meus antepassados contavam desse lugar sejam verdadeiros. Contavam que espíritos, vultos e vozes eram conduzidos por pesadelos. Não acredito em toda essa baboseira, acho apenas que é só história para criança dormir.

— Allan, venha cá ver uma coisa... — a voz de Johannes interrompeu meus passos. Olhei para onde ele seguia, caminhando até seu lado de forma apreensiva. Ali havia um buraco, bem largo, debaixo de uma raiz, a entrada de uma gruta. Ele se aproximou antes de mim, apontando a luz, mas aquilo só iluminou um pouco, não chegava nem ao fundo do espaço desconhecido. Olhou-me, afim de que avisasse que ele iria antes. Assenti apenas com um movimento, indicando que iria logo após ele. Assim que ele começou sua caminhada, medo invadiu meu peito, como se estivesse antes oco, e agora completamente preenchido. Doía só de pensar em entrar ali, mas eu continuava, estava fazendo aquilo para salvar meu filho. A luz do lampião ia a frente, mostrando uma caverna, cheia de salões, com rochas pontudas descendo do teto e quase encostando no chão. O ar se tornava cada vez mais frio, impregnado e sombrio.

— Você acha que tem algo aqui? — questionei, recebendo apenas um murmúrio afirmativo de resposta. Seguimos mais uns passos. Ouvi goteiras, deveria ser por conta da chuva forte que fazia fora. A fraca chama era de boa ajuda, a única luz que conseguimos para ver o interior daquele local. Mais uns passos cuidadosos, e eu vi um vulto. Berrei, dando alguns passos para trás, quase quando, quando vi Johannes abrir a boca para falar algo, ou gritar, mas não conseguiu nem chegar lá. Seus olhos tornaram-se sem brilho e ele caiu. Caiu inerte ao chão, quebrando o lampião em vários cacos de vidro. Entrei em pânico, estava tudo escuro, meu mordomo e conselheiro estava morto, afinal, eu vi a morte em seu olhar. Recuei com passos apressados para trás quando senti mãos segurarem meus ombros, me obrigando a parar. São gélidas, inuniformes, e contém garras. Eu não consigo ver nada, apenas senti isso. Não faço ideia do que seja, apenas sei que eu quero sair daqui. O medo faz meu coração quase sair pela boca, e eu tentei correr. Má ideia. As garras rasgaram meus ombros, com uma dor aguda e o sangue quente escorrendo por minha pele me causa tonturas, mas me mantendo firme, ou quase. Eu caí de joelhos, lamuriando a dor, mas ao mesmo tempo com a respiração ofegante, eu tento me afastar do que me atacava, mas não sei onde ele está.

— Você não deveria ter vindo... — sussurros ecoaram pelos salões rochosos, desconexos, de várias vozes e nenhum ponto fixo. Eu pareço cercado, talvez quem estivesse me falando fosse a própria escuridão, ou apenas fosse minha imaginação.

— Quem é você? — berrei, tentando olhar para todos os cantos, mas nada via. A escuridão era persistente, um breu que não conseguiriam extinguir. O pânico acompanhava, não deixam que eu tenha um raciocínio limpo, apenas o medo e o pânico infligem meu consciente e controlam meu inconsciente.

— Não faça perguntas... — Como resposta veio uma gargalhada contínua em meio aos sussurros, logo desaparecendo efêmera, junto ao vento. Tampei os ouvidos, na esperança de tudo aquilo ser um pesadelo, mas eu ainda os ouvia em minha mente. — Você sabe seu destino... Não adianta buscar seu filho... Ele nos pertence...

Eu queria protestar, mas não há modo. Agora a escuridão não faz mais parte do ambiente, mas parte de mim. Eu sei o que vem pela frente. O meu sangue manchava a rocha, a dor em meu estômago era horrível. As garras atravessaram-me como se eu fosse apenas um inseto. Senti minha cabeça pender para frente, e o corpo despencar no chão, eu já não estou mais vivo. Falhei em minha missão de pai, e aquilo prometido cinco anos atrás se cumpriu. Tenho uma dica a quem quer viver: não mexa com o desconhecido, ele não deixa promessas ao esquecimento.

( Continua... )

(Eu disse que não aguentava ficar sem postar algo nada a ver)

Aquecendo (novamente)

Eu que tirei essa foto... Amei.
    Devem fazer uns dois anos que não apareço por aqui, e percebi ao começar a escrever novamente, eu estou completamente enferrujada. Minha volta tem uma justificativa: estou na época do famoso, odiado e temido Vestibular. Esse é o momento que você me diz: "Ah, mas você tinha que estar mais longe ainda, não voltar!", mas eu te respondo o seguinte: Esse lugar será uma das minhas ferramentas de estudo. Como assim, produção? Acalma que eu já vou explicar.

8 de abril de 2014



Incrível o poder das palavras em um mundo onde aparência tem mais valor que inteligência.

                                                           

2 de abril de 2014

Amanheceu. O sol entrou pela janela do meu quarto e iluminou os quatro cantos, e ao mesmo tempo me acordando com tamanha beleza e formosura incomparável por nenhum outro astro da via láctea. 
Me sentei na desarrumada cama com cobertores brancos e cinzas de variadas tonalidades, que tinham um bom contraste com o quarto de paredes brancas, o guarda roupa escuro e a escrivaninha preta recoberta de papéis espalhados e cifras de violão revisadas e rabiscadas, que carregavam aquele ar de frustração ao serem inutilizadas. Bocejei, já que como sempre, estava com sono aquela vontade mútua que muitas pessoas sentem ao se levantar, a voltar a dormir e cabular aquela chata primeira aula do dia.
Respirei fundo, e já estou pronta para enfrentar mais um dia, e ao chegar no final, comemorar mais uma vitória e ir dormir tranquila.

-Sarinha